O conjunto conhecido como terras raras reúne 17 elementos químicos da tabela periódica. Apesar do nome, não são raros nem verdadeiramente terras. Eles possuem propriedades químicas e físicas relevantes para diversas indústrias.
Entre eles estão neodímio, praseodímio, térbio, disprósio e lantânio. Esses metais são essenciais para a economia global, com aplicações que vão de motores a tecnologias de consumo.
A designação remonta ao século XVIII, quando foram encontrados na Suécia, no mineral gadolinita. A baixa concentração levou à ideia de escassez, associada ao termo terra.
Na época, o vocábulo “terra” referia-se a óxidos, compostos de metais com oxigênio. Daí nasceu o rótulo de terras raras para esse grupo de elementos.
Usos estratégicos
Ímãs de neodímio, ferro e boro produzem os superímãs mais fortes já fabricados. Esses ímãs são decisivos para turbinas eólicas, carros elétricos e motores de alta eficiência.
Também aparecem em drones, equipamentos militares avançados e componentes de catalisadores industriais. Com o avanço tecnológico, a demanda global cresce rapidamente.
Contexto geopolítico
A China detém as maiores reservas, respondendo por cerca de 48% do total mundial. O país controla grande parte da purificação e da produção de superímãs.
Isso tem sido tema de preocupação para os Estados Unidos, que buscam diversificar suprimentos e reduzir dependência do monopólio chinês.
Situação no Brasil
O Brasil possui aproximadamente 20% das reservas mundiais, mas a produção local é quase nula. Atualmente, apenas uma empresa opera no setor no país.
Especialistas apontam que a exploração pode aumentar nos próximos anos, visando atender a demanda interna e reduzir vulnerabilidades na cadeia de suprimentos.
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