O consumo regular de aveia pode favorecer o controle do colesterol, segundo estudo publicado em janeiro na Nature Communications. A pesquisa, realizada na Universidade de Bonn, analisou impactos de uma dieta rica em aveia em pessoas com síndrome metabólica.
Foram 68 voluntários que passaram por dieta controlada. Um grupo recebeu 300 gramas de aveia por dois dias, o outro seguiu uma ingestão moderada por seis semanas. Os resultados indicaram queda do colesterol total e do LDL.
A explicação aponta a betaglucana, fibra solúvel presente no cereal, como principal mediadora. Ela estimula bactérias benéficas a produzirem ácidos que ajudam a regular os níveis do colesterol.
Evidências já associam a ingestão diária de pelo menos 3 gramas de betaglucana à redução do colesterol. Em termos práticos, consumir cerca de 60 a 80 gramas de aveia em flocos por dia pode atender a essa quantidade.
Efeitos observados e limitações
Especialista do Einstein Hospital Israelita, o médico nutrólogo Diogo Toledo, ressalta que a leitura dos dados requer cautela. A redução em dois dias não implica mudança estrutural sustentada do colesterol.
A dieta estudada envolveu redução calórica, o que por si já tende a reduzir marcadores lipídicos. Além disso, a amostra era pequena e composta apenas por indivíduos com síndrome metabólica.
Pesquisas futuras devem ampliar o grupo e incluir pessoas sem esses distúrbios. A generalização dos efeitos para populações saudáveis ainda não está estabelecida.
Abrangência nutricional
A aveia pode integrar um estilo de vida saudável, mas não substitui tratamento médico quando necessário. A fibra solúvel pode colaborar com outras fontes na prática diária.
Outras opções de fibras protetoras incluem leguminosas, cevada, psyllium, sementes como linhaça e chia, oleaginosas, maçã, cítricos, brócolis e cenoura. O efeito é mais robusto quando esses alimentos aparecem juntos no conjunto da alimentação.
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