O programa Artemis já acumulou 93 bilhões de dólares em investimentos entre 2012 e 2025, segundo auditoria da NASA. O montante inclui o desenvolvimento do foguete SLS, da cápsula Orion, sistemas de solo, trajes e contratos com empresas privadas. Cada missão custa cerca de 4,1 bilhões de dólares.
O custo por lançamento do Artemis supera o do Space Shuttle e o do programa Apollo, mesmo ajustado pela inflação. A explicação envolve menor reutilização de componentes e maior complexidade técnica, elevando o preço unitário.
Parte relevante do orçamento financia o HLS, sistema de pouso lunar, hoje contratado com empresas como SpaceX (Starship) e Blue Origin. A NASA atua como contratante e não como operadora única do sistema.
Estrutura, parcerias e execução
O programa envolve cooperação internacional com a ESA, JAXA e agência canadense, ampliando coordenação técnica e política, mas diluindo custos.
Críticas apontam atrasos e estouros orçamentários, com Artemis consideravelmente atrasado em relação ao cronograma original. Tensões geopolíticas, sobretudo a corrida com a China, intensificam decisões na NASA.
O que vem a seguir
A missão Artemis II, com a tripulação de Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen, está prevista para uma viagem de dez dias ao redor da Lua, partindo do Kennedy Space Center, na Flórida. A tarefa é testar integridade e operações da tripulação em voo orbital.
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