O traje laranja usado pela equipe da Nasa na missão Artemis 2 chama atenção antes da decolagem. A escolha do tom busca visibilidade e simbolismo, alinhando a missão ao retorno da humanidade à órbita lunar, após mais de cinco décadas.
O conjunto funciona como sistema portátil de sobrevivência. É capaz de manter os astronautas vivos por até 144 horas em situações extremas, com ajuste sob medida. Detalhes em azul indicam pontos de resgate e abrigam equipamentos de emergência.
O modelo, oficializado como AMS Standard 595 #FS 12197, apresenta um laranja avermelhado intenso para se destacar no céu e ao mar. A cor tem tradição histórica na segurança, associada a operações de resgate.
A origem do tom remonta à ponte Golden Gate, nos anos 1930, para melhorar visibilidade. Décadas depois, foi adotado pela Marinha e pela Força Aérea em situações críticas de alta altitude.
Na Nasa, o laranja ganhou reforço após o desastre do Challenger, em 1986, com foco em aumentar a chance de sobrevivência em emergências. Trajes coloridos passaram a combinar função e alta visibilidade.
Os primeiros modelos nessa tonalidade surgiram no final dos anos 1980, apelidados de “abóbora” pela forma mais volumosa. Hoje, o design é mais ajustado, mantendo o impacto visual e a função prática.
A expectativa é que os trajes atraiam olhares globais durante a Artemis 2, que marca o retorno de astronautas à Lua pela primeira vez desde 1972. A combinação entre estilo e tecnologia reforça a comunicação da missão.
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