O que circulou na internet sugeria que 32 empresas seriam responsáveis por mais da metade das emissões globais de CO2. Dados vindos de um relatório da ONG InfluenceMap chegaram a esse destaque, referente a 34,7 gigatoneladas de CO2.
A leitura correta, no entanto, aponta um erro conceitual. O estudo contabiliza não apenas as emissões próprias das operações das empresas, mas também as emissões resultantes da queima dos combustíveis que elas vendem.
Ou seja, as emissões atribuídas às 32 companhias refletem o uso de combustíveis fósseis pela sociedade, e não apenas as emissões diretas das empresas produtoras.
O que o relatório considera
O relatório “Carbon Majors: 2024 Data Update”, publicado em janeiro de 2026, utiliza uma metodologia que soma emissões indiretas associadas à venda de petróleo, gás e carvão. O total citado corresponde a 90% das emissões globais anuais.
Essa abordagem destaca o papel dos consumidores e de setores dependentes de combustíveis fósseis, não apenas o das empresas de energia. A conclusão depende da forma de contabilização escolhida pelo estudo.
Contexto e implicações
Especialistas lembram que a interpretação muda conforme o recorte temporal e as categorias de emissão. A defesa do estudo é mostrar impacto da cadeia de valor, da extração à queima final. A leitura crítica evita atribuir sozinho a responsabilidade a um grupo específico de empresas.
Fonte: Carbon Majors: 2024 Data Update, janeiro de 2026.
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