Luis Arranz, conservacionista espanhol quase aos 70 anos, iniciou uma nova “missão impossível”: mudar o destino do Parque Nacional Salonga, na República Democrática do Congo. A declaração veio durante visita recente ao parque, conforme apuração da Mongabay.
Salonga abrange 36 mil km², a maior área de floresta tropical da África e um dos maiores parques do mundo, segundo a WWF. O acesso é remoto, com trajetos que podem exigir barco por semanas a partir de Kinshasa.
A missão de Arranz não se resume a proteção ambiental. O parque fica cercado por comunidades com oportunidades econômicas limitadas, onde a caça é uma das principais fontes de sustento. A ideia é oferecer alternativas sustentáveis, como agroflorestas e ecoturismo.
Contexto e desafio
Arranz já percorreu diversas áreas de conservação no Congo Basin, incluindo Garamba e Dzanga-Sangha. Em Salonga, 800 mil pessoas vivem nas proximidades, segundo o conservacionista. A pressão sobre a fauna, especialmente grandes mamíferos, é um dos principais desafios.
Estratégias em estudo
Entre as propostas estão cacao e café como culturas alternativas, além do desenvolvimento gradual do turismo sustentável. Atualmente não há visitas regulares ao parque, cuja infraestrutura é emergente. A montagem de acessos é vista como primeira etapa essencial.
Infraestrutura e logística
Acesso ao Salonga é majoritariamente por rio ou ar. Uma pista de aterrissagem já foi mobilizada com participação de comunidades locais, e há planos para um lodge e para a habituation de bonobos. Arranz afirma que a disponibilidade de transporte próprio é crucial para planejamento de turismo.
Perspectivas de longo prazo
Arranz assumiu a posição de co-diretor em 2022 e, após liderar Dzanga-Sangha por dois anos, passou a se dedicar integralmente ao Salonga no ano passado. Ele destaca que o parque é “dificíl” mas não impossível, mantendo o objetivo de mostrar resultados práticos antes de ampliar atuação. Fonte: Mongabay.
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