Nos pesquisadores da UTFPR, campus Toledo, foi desenvolvido um hidrogel com alto poder antimicrobiano feito a partir de vidro de borofosfato e carbopol. O material ainda não passou por regulamentação para uso em pessoas, mas mostrou potencial em laboratório.
A pesquisa aponta que o hidrogel pode atuar como substituto do álcool em gel e como agente de limpeza para esterilização de ambientes hospitalares. O objetivo é reduzir infecções associadas a bactérias resistentes, sem depender de metais como prata.
O desenvolvimento começou em 2022, com a combinação de vidro bioativo e gelificante. O borofosfato, em forma vítrea, funciona como princípio ativo que combate microrganismos, sem inflamar a pele.
Desdobramentos e parcerias
Em 2023, o grupo publicou na International Journal of Pharmaceutics, comparando o hidrogel ao álcool em gel. O estudo envolveu Iago Assis, Jaqueline Saracini, orientados por Ricardo Schneider e Cleverson Busso.
A patente foi depositada junto ao INPI após um ano de pesquisas. A equipe busca parcerias com empresas para ampliar a escala de produção e viabilizar novos testes.
Segundo a instituição, o hidrogel evita o uso de metais com atividade antimicrobiana residual, o que pode reduzir impactos ambientais e, potencialmente, o surgimento de resistência bacteriana.
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