A obesidade é responsável por aproximadamente 1 em cada 10 mortes por infecção no mundo, segundo um estudo publicado na Lancet. A pesquisa envolveu cerca de 500 mil pessoas e avaliou a relação com 925 microrganismos, incluindo bactérias, vírus, parasitas e fungos.
O trabalho aponta que a obesidade aumenta o risco de infecção por uma ampla gama de patógenos, e que quanto maior o grau de obesidade, maior a probabilidade de doença grave e de mortalidade. Já é conhecido o efeito negativo sobre gripe e Covid-19; o estudo amplia esse panorama para diversas infecções.
Mecanismos sugeridos incluem alterações metabólicas, disfunção do sistema imune e inflamação crônica associada à obesidade, incluindo inflamação subclínica, que favorece a vulnerabilidade a infecções.
Tratamento e prevenção
Pesquisas indicam queda de quadros infecciosos entre pacientes que passam por tratamento da obesidade, como com semaglutida e tirzepatida, quando há perda de peso. A redução do peso pode diminuir o risco de infecção e de complicações.
Os resultados sugerem que o aumento da obesidade pode elevar a carga de infecções severas nas próximas décadas, fortalecendo a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento, com impactos em internações, mortalidade e absenteísmo.
Implicações para políticas de saúde
Especialistas destacam a importância de ampliar ações de prevenção, diagnóstico precoce e manejo clínico da obesidade para reduzir a vulnerabilidade a infecções e os custos associados. A abordagem integrada pode trazer ganhos em saúde coletiva e econômica.
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