O cometa interestelar 3I/ATLAS passou pelo Sol, revelando novas informações a partir de capturas da nave Juice, da ESA, feitas em novembro de 2025. A análise, ainda em andamento, indica grande atividade de vapor d’água, com produção estimada em cerca de 70 piscinas olímpicas por dia. O estudo reforça que a maior parte da liberação ocorreu no lado voltado ao Sol, incluindo grãos gelados ao redor do corpo.
De acordo com os dados, o vapor de água escapou tanto da superfície quanto de grãos isolados ao redor do núcleo. A água observada formou uma atmosfera e contribuiu para uma cauda que se estende por milhões de quilômetros, acompanhando o movimento do cometa em relação ao Sol e ao ambiente espacial.
O que foi observado
Além da água, gases e poeira se estendem por vastas regiões, formando a cauda cósmica moldada pela radiação solar. A equipe observou que o cometa mantém uma coma e caudas duplas, mesmo sendo de origem interestelar, fenômeno semelhante aos cometas do Sistema Solar.
Origem e trajetória do 3I/ATLAS
O 3I/ATLAS foi detectado pela primeira vez em 1º de julho de 2025 pelo telescópio Atlas, no Chile. Observações do JWST mostraram uma coma dominada por CO2, uma concentração incomum em cometas. O objeto viaja em trajetória hiperbólica, não ligado à gravidade solar, o que o classifica como interestelar.
Características relevantes
Estudos da IAWN apontam que o cometa se formou em outro sistema solar e foi ejetado para o espaço interestelar, vagando por milhões de anos até alcançar o nosso sistema. O 3I/ATLAS estaria próximo à constelação de Sagitário, cerca de 670 milhões de quilômetros do Sol, dentro da órbita de Júpiter.
Velocidade e idade estimadas
A observação indica velocidade de aproximadamente 221 mil quilômetros por hora (61 km/s), o que dificulta sua captura gravitacional pelo Sol. Um modelo computacional sugere que o visitante espacial pode ter mais de sete bilhões de anos, tornando-o possivelmente o cometa mais antigo já observado.
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