Em março, a Anvisa divulgou alerta sobre cápsulas de suplementos alimentares e remédios com cúrcuma ou curcuminoides. Casos internacionais mostraram inflamação e danos hepáticos raros, ligados a extratos concentrados e a formulações com absorção elevada da curcumina. A preocupação recai sobre estratégias que aumentam a absorção além do que se observa no consumo comum.
A discussão envolve diferenças entre fitoterápico, suplemento e medicamento. Fitoterápico é um medicamento a partir de plantas medicinais; precisa de autorização sanitária específica. Suplemento alimentar complementa a dieta de pessoas saudáveis, com regras próprias. Misturar essas categorias em marketing gera confusão para o consumidor.
Ainda há dúvidas sobre o uso de suplementos naturais. O principal equívoco é achar que o fato de ser natural elimina riscos. Outro é acreditar que dose maior produz benefício proporcional. Também é comum imaginar que suplementos não interagem com remédios ou sobrecarregam o fígado.
Como escolher suplementos com segurança
O ideal é priorizar produtos regularizados, de empresas com rastreabilidade, composição clara e dose definida. Evite formulações que prometem absorção turbinada sem fundamentação técnica, especialmente quando a substância está sob avaliação regulatória. A decisão deve considerar o fit com recomendações de um especialista.
No rótulo, verifique a forma do ingrediente, a quantidade por dose diária, advertências para grupos de risco, alegações exageradas e se há menção de biodisponibilidade aumentada. A cúrcuma, em particular, exige cautela com estratégias de absorção, pois podem alterar o perfil de segurança.
Quais são os sinais de intoxicação que merecem atenção? Peles e olhos amarelados, urina escura, náuseas, vômitos, dor abdominal, perda de apetite e fadiga são os principais. Em casos raros, a lesão pode evoluir para insuficiência hepática, exigindo interrupção do produto e avaliação médica imediata.
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