Desde 2014, um grupo de 18 donkeys resgatados atua na periferia do Parque Nacional de Doñana, na Espanha, como brigada de proteção contra incêndios. O projeto, liderado pela associação El Burrito Feliz, usa os animais para reduzir o combustível vegetal e prevenir queimadas.
Os animais — Mortadelo, Magallanes, Leonor, Ainoa e demais — trabalham até sete horas diárias entre março e novembro, pastando tiras de vegetação seca de cerca de 40 m por 15 m. A estratégia já evita o acúmulo de material inflamável.
Como resultado, Doñana não registra incêndios florestais há nove anos, segundo a associação. A iniciativa recebeu apoio da Unidade Militar de Emergência e a colaboração de voluntárias do Mujeres por Doñana, que fornecem água e suporte.
Origem e alcance
O modelo adapta-se a outras regiões da Espanha. Em Tivissa, Tarragona, o projeto Burros Bomberos, iniciado em 2020 com três animais, hoje conta com cerca de 40 e protege aproximadamente 400 hectares sem incidentes de fogo.
Em Allariz, Orense, a Associação Andrea usa donkeys para manter quase 1.000 hectares dentro de uma reserva de biosfera, com os animais percorrendo até 19 quilômetros diários, guiados por GPS, para comer o mato combustível.
Outras iniciativas já surgiram na Catalunha, Galicia e País Basco, unindo conservação ambiental, revitalização rural e prevenção de incêndios. Donkeys são vistos como complemento a planejamento florestal e manejo do terreno.
Considerações
Especialistas destacam que os burros não são solução única. Controle de florestas, redução de espécies altamente inflamáveis e manejo do uso da terra continuam essenciais para reduzir riscos de fogo em cenários de seca.
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