Letícia Sabatella abriu o relato sobre seu diagnóstico de autismo aos 52 anos durante o mês mundial de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A atriz participa de uma campanha do Ministério da Saúde para ampliar a conscientização e a compreensão sobre o tema.
Ela destacou que a confirmação abriu novas percepções e evidenciou como mulheres costumam ser subdiagnosticadas. A artista ressaltou que esse atraso dificulta compreender as complexidades humanas associadas ao autismo em mulheres.
Antes de saber da condição, a atuação ajudava a lidar com desafios sociais. Em vídeo divulgado no Instagram, Sabatella afirmou que a arte funcionou como caminho de expressão e inclusão, facilitando a inserção social por meio da criatividade.
A campanha incentiva a sociedade a se inspirar no espaço artístico para acolher pessoas do espectro. A ideia é promover maior sensibilidade e práticas inclusivas em comunidades, evitando estigmatização e reforçando o apoio a quem é neurodivergente.
Sinais da condição em mulheres
Entre os principais indicadores, o deslocamento ocorre com o fenômeno conhecido como masking, quando a pessoa oculta dificuldades sociais ao imitar comportamentos. Esse esforço pode causar esgotamento mental após interações simples.
O hiperfoco em temas como artes, psicologia ou causas animais tende a se manter intenso, mas costuma passar despercebido. Além disso, a hipersensibilidade sensorial a luzes, sons e texturas de roupas é comum, muitas vezes confundida com timidez ou perfeccionismo.
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