A pesquisa publicada na Scientific Reports aponta que os neandertais exploravam tartarugas de água doce para além da caça a grandes animais, expandindo a visão sobre sua dieta e comportamento. O estudo analisou vestígios de uma antiga paisagem lacustre na Alemanha, há cerca de 125 mil anos.
Os achados destacam o consumo da tartaruga-de-lagoa europeia (Emys orbicularis) e marcas de corte nos ossos, indicando processamento humano. Também ficou evidente o uso simultâneo de grandes mamíferos, pequenos animais e até plantas carbonizadas no local.
Marcas nos ossos revelam processamento cuidadoso
Marcas de corte surgem principalmente na parte interna das carapaças, sugerindo remoção de carne e órgãos, desarticulação de membros e limpeza da carapaça. O padrão aponta para técnicas de preparo semelhantes às usadas com presas maiores.
Tartarugas como recurso multifuncional
A água doce não oferece grande valor calórico isoladamente, o que levanta a hipótese de uso das carapaças como recipientes. A limpeza encontrada nos fósseis aponta para reutilização potencial para armazenar alimentos ou líquidos, embora não seja conclusiva.
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