A inovação em energia renovável avança para o fundo do mar. Engenheiros do Fraunhofer IEE desenvolveram esferas oca de concreto, cada uma com 9 metros de diâmetro e peso de 400 toneladas, ancoradas a até 800 metros de profundidade. O objetivo é transformar pressão oceânica em eletricidade, funcionando como uma bateria mecânica.
Quando há excesso de energia, bombas esvaziam o interior da esfera contra a pressão da água, carregando o sistema. Na demanda, uma válvula permite a entrada de água marinha que aciona uma turbina interna. A unidade pode ser retirada para manutenção sem mexer na estrutura no fundo do mar. Eficiência estimada é de 80%.
Do protótipo ao projeto demonstrativo, a ideia já saiu do papel. O protótipo foi testado no Lago Constança, entre Alemanha, Áustria e Suíça, com resultados publicados na ScienceDirect. Os custos do piloto ficaram entre 430 e 541 euros por kWh.
Do Lago Constança à Califórnia
O projeto StEnSea 2.0 projeta uma unidade demonstrativa ao largo de Long Beach, Califórnia, com operação prevista até o fim de 2026. O financiamento total é de US$ 7,7 milhões, sendo US$ 4 milhões do Departamento de Energia dos EUA e o restante de recursos alemães.
A Sperra, empresa norte-americana, ficará responsável pela fabricação das esferas com impressão 3D de concreto, combinada a métodos tradicionais. A esfera interna, a parte sujeita a falhas, sobe à superfície para manutenção sem deslocar a estrutura instalada no fundo do mar.
Capacidade e impacto
Se instaladas em locais propícios, as esferas do projeto StEnSea poderiam armazenar até 817 mil gigawatt-horas. Esse volume seria suficiente para abastecer, por um ano, lares da Alemanha, França e Reino Unido somados.
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