A amêijoa de 507 anos, apelidada de Ming, foi identificada na costa da Islândia como a criatura mais velha já estudada. A espécie Arctica islandica acumula camadas anuais na concha, que funcionam como um diário químico do oceano. O achado oferece um registro direto das mudanças climáticas ao longo de cinco séculos.
Especialistas de várias áreas acompanharam o achado, com destaque para a equipe da Universidade de Bangor, no Reino Unido. O estudo aponta que a amêijoa guardou informações valiosas sobre temperatura, poluição e dinâmica de correntes do Atlântico Norte. Ming morreu após ser aberta para a confirmação da idade.
Metodologia e revelações da concha
A contagem de anéis revelou que Ming nasceu em 1499, estimando 507 anos de idade. A extração foi necessária para confirmar a idade exata, mesmo diante do impacto sobre o animal. As marcas químicas registram variações de temperatura e de acidez oceânica ao longo dos anos.
As faixas da concha também indicam quando houve aumento na disponibilidade de alimento e mudanças na poluição industrial. Dados de carbono na concha ajudam a projetar como o oceano poderá absorver gases do efeito estufa no futuro.
Implicações para o clima e o futuro
A análise de Ming demonstra que as mudanças climáticas atuais são rápidas frente aos ciclos dos últimos 500 anos. As informações ajudam a entender padrões de correntes que influenciam o hemisfério norte até hoje.
Com a comparação entre dados da concha e modelos matemáticos modernos, pesquisadores aprimoram previsões de aumento do nível do mar. O legado de Ming continua orientando estratégias de preservação e estudo dos oceanos.
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