O Rio Doce nasce na Serra do Caparaó, na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo, e é uma das maiores bacias do Brasil. A história do rio envolve povos originários há séculos, até a tragédia da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015.
A lama tóxica derramada atingiu o curso do Doce e suas margens, devastando ecossistemas e afetando a saúde de comunidades tradicionais. Desde então, cresce a luta por reconhecimento, reparação e preservação do rio.
Para os povos originários, o Doce não é apenas recurso natural: é um organismo vivo e uma entidade sagrada que merece respeito e proteção. Segundo os Krenak, o rio tem voz e deve ser ouvido.
A escuta desses saberes é essencial para a gestão sustentável. A vida do rio está ligada à sua saúde, e a preservação é também uma questão de justiça ambiental e social.
A visão de futuro passa pela participação das comunidades na tomada de decisões. O Doce ganha significado quando a gestão o trata como ente vivo, exigindo cuidado, diálogo e respeito aos saberes tradicionais.
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