Em 2004, a IBM orgulhava-se de ter o supercomputador mais poderoso do mundo. O anúncio marcou o auge de uma era de máquinas gigantes, com funções de alto desempenho dedicadas a pesquisa científica e simulações complexas.
O sistema da IBM, o BlueGene/L, reunia milhares de nós e contava com 32.768 processadores. Além disso, possuía quase 16 TB de armazenamento, posição que o levou ao topo do ranking TOP500, refletindo o padrão da época.
Hoje, a arquitetura de hardware mudou radicalmente. Enquanto o espaço físico reduzido facilita a montagem de sistemas, a performance elevada está cada vez mais acessível ao público comum. Um único componente, como a NVIDIA RTX 4090, já demonstra capacidades de cálculo impressionantes para determinados tipos de processamento.
Desempenho e limites
O BlueGene/L operava próximo de 70,72 TFLOPS na prática, marcando o patamar máximo da época. A RTX 4090, por sua vez, pode superar 80 TFLOPS e, em configurações otimizadas, chegar perto de 100 TFLOPS, tudo isso dentro de um gabinete de PC.
Apesar do desempenho, a RTX 4090 não substitui a capacidade de armazenamento do BlueGene/L, que permanece muito superior à de qualquer GPU moderna voltada ao consumo. A comparação mostra apenas o ganho de processamento paralelo em componentes menores e mais acessíveis.
Essa evolução ilustra a trajetória da indústria: miniaturização, redução de custo e aumento contínuo do poder de processamento. O avanço não se limita a jogos, pois GPUs modernas também encontram uso em pesquisa, dados e aplicações de IA.
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