O efeito sanfona, historicamente visto como prejudicial à saúde, é reavaliado por uma pesquisa publicada na BMC Medicine. O estudo, coordinado por Hadar Klein e colaboradores, analisou intervenções de perda de peso ao longo de anos. O objetivo foi entender se o organismo mantém benefícios metabólicos mesmo com reganho de peso.
Segundo os pesquisadores, o peso pode retornar, mas o corpo não retorna ao estado inicial. Dietas repetidas promovem mudanças na composição corporal e em marcadores metabólicos, com impactos que vão além da balança. Os principais efeitos incluem redução de gordura visceral, melhoria da sensibilidade à insulina e ajustes no perfil lipídico.
Memória metabólica
O estudo descreve a chamada memória cardiometabólica: o corpo parece lembrar períodos de maior saúde. Indivíduos com múltiplos ciclos de perda de peso apresentaram menor acúmulo de gordura abdominal ao longo do tempo e melhor resposta metabólica em novas tentativas de emagrecimento, além de menor reganho de gordura frente a quem fez apenas uma dieta.
Repetição de programas e ganhos a longo prazo
Dados sugerem que quem participou de várias estratégias de perda de peso teve resultados mais duradouros. Mesmo quando a segunda tentativa teve menor perda de peso, os ganhos metabólicos foram significativos, apontando benefícios progressivos no organismo.
Implicações para a prática
Especialistas destacam que os benefícios não devem ser interpretados como incentivo ao efeito sanfona. O foco permanece em hábitos sustentáveis, mas falhas ao longo do caminho não anulam ganhos internos. A pesquisa ressalta uma visão mais nuançada sobre emagrecimento e saúde metabólica.
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