Em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, mergulhadores capturam tartarugas-verdes na Praia do Pontal, dentro da Reserva Extrativista Marinha. A ação faz parte de um monitoramento da saúde dos animais, vinculado ao Projeto Costão Rochoso da ONG Fundação Educacional Ciência e Desenvolvimento.
A iniciativa envolve pescadores, banhistas e pesquisadores. Os profissionais recolhem as tartarugas para exames na areia, incluindo peso, medidas e coleta de tecido, como se fosse uma biópsia, para entender a origem das tartarugas da região.
O estudo busca descobrir de onde vêm as tartarugas que habitam Arraial, onde há a maior densidade de tartarugas-verdes do Brasil. A atividade acontece com o apoio da Petrobras, em parceria com o Projeto Costão Rochoso.
Objetivo e métodos
Segundo a bióloga Juliana Fonseca, uma das fundadoras do projeto, Arraial abriga todas as cinco espécies de tartarugas marinhas do país. A análise de origem permite entender quais estoques dependem da área e a ligação entre desovas e áreas de alimentação.
As tartarugas de Arraial permanecem na região por cerca de dez anos, em média, com parte da vida adulta ocorrendo fora do litoral. Juvenis recém-chegados crescem no litoral fluminense, desenvolvendo-se com a oferta de alimento local.
A equipe explica que o monitoramento ajuda a entender a conectividade entre áreas de desova e de alimentação. Conhecer a origem das tartarugas auxilia na gestão de estoques populacionais e na conservação dos costões rochosos.
Entre na conversa da comunidade