Uma bactéria capaz de consumir carne foi identificada em lagoas de Long Island, região leste de Nova York. A descoberta foi anunciada pela universidade de Stony Brook e divulgada pelo New York Post em 22 de abril de 2026.
O pesquisador Christopher Gobler, ecologista da universidade, afirmou que a Vibrio vulnificus está presente em várias lagoas da região e representa risco a feridas abertas. Ele disse ainda que a doença associada pode levar a óbito em até 48 horas, com uma probabilidade estimada de 20%.
Segundo Gobler, a bactéria já se espalhou para outras baías e lagos de Long Island. Indivíduos com sistema imune comprometido, idosos e feridas abertas devem evitar contato com a água durante o verão, quando há maior proliferação de algas.
Fatores que aumentam o risco
O pesquisador atribui a disseminação a uma combinação de escoamento de nitrogênio, proliferação de algas e mudanças climáticas. O nitrogênio de fossas e sistemas sépticos antigos, estimado em cerca de 360 mil unidades no condado de Suffolk, estaria sendo despejado nos corpos d’água, alimentando algas nocivas.
Esse excesso de nutrientes eleva a temperatura da água e reduz o oxigênio, criando ambiente favorável à Vibrio vulnificus. Gobler ressaltou ainda que outras dezenas de baías e lagoas da região já apresentam toxinas associadas a florações de algas nocivas.
Casos anteriores e contexto científico apontam que a situação tende a piorar nos verões. Em 2023, três pessoas morreram e uma ficou internada por infecções graves causadas pela bactéria, segundo o pesquisador. Não houve registro de mortes recentes em Long Island.
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