O consumo de cafeína pode provocar sensações associadas à ansiedade, especialmente em quem tem predisposição. Estudos indicam que quantidades altas de café podem bloquear o relaxamento e estimular o sistema nervoso central.
Ao chegar ao cérebro, a cafeína se liga à adenosina, neurotransmissor que favorece o relaxamento, e impede seu funcionamento. O resultado é maior estado de alerta e resposta ao estresse.
Além disso, a substância ativa o sistema nervoso central, elevando frequência cardíaca e pressão arterial. Esses efeitos ajudam a explicar sensações de inquietação que lembram ansiedade, sem necessariamente indicar um transtorno.
Especialistas apontam que não há um valor exato de cafeína ligado a um risco único de ansiedade. Em termos gerais, 400 mg por dia costuma ser considerado seguro para a maioria dos adultos, mas a sensibilidade varia.
Uma xícara de 350 ml de café pode conter até 247 mg de cafeína, dependendo do método de preparo. Quem já tem ansiedade pode perceber ampliação dos sintomas com o consumo.
Em relação aos ataques de pânico, pesquisas com mais de 235 pessoas sugerem que a cafeína pode agravar quadros nessas situações, sendo que a maioria já apresentava histórico de pânico. Em estudos, quem recebeu placebo não teve ataques.
A sensibilidade individual à cafeína é real: algumas pessoas respondem de forma mais intensa que outras. Observar a reação corporal ajuda a entender se a bebida aumenta ou não a ansiedade.
Para quem já consome café diariamente, a abstinção pode piorar a ansiedade por até nove dias, em média. O foco é monitorar como o organismo reage à ausência da cafeína.
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