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Cocaína em rios muda salmões; peixes nadam 60% mais, aponta estudo

Estudo na Suécia mostra que cocaína e seu metabólito ampliam deslocamento de salmões em lago natural, com peixes nadando até 60% a mais do que o grupo controle

Salmão salta durante migração no rio Tay, na Escócia; espécie é conhecida por percorrer longas distâncias em água doce, comportamento que pode ser alterado pela presença de contaminantes químicos.
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A cocaína e seus metabólitos foram usados para simular contaminantes em um lago, revelando impactos no comportamento de salmões. O estudo, realizado no Lago Vättern, na Suécia, testa efeitos em peixes em ambiente natural, não apenas em laboratório.

Pesquisadores implantaram dispositivos em salmões do Atlântico criados em cativeiro. Emite cocaína e benzoilecgonina, substância resultante da metabolização da droga, em concentrações próximas às encontradas em rios contaminados. O objetivo foi observar mudanças no deslocamento.

O experimento comparou três grupos: cocaína, metabólito e controle. O grupo exposto à benzoilecgonina mostrou o maior efeito, nadando até 1,9 vezes mais por semana que o grupo não exposto, o que equivale a um aumento de cerca de 60% na distância.

Metodologia, local e duração

Ao final de dois meses, o grupo controle ficou a cerca de 20 quilômetros do ponto de liberação. Em contrapartida, peixes expostos ao metabólito estavam, em média, a 32 quilômetros de distância.

Os autores indicam que a benzoilecgonina persiste mais nos organismos aquáticos, corroborando resultados de trabalhos de laboratório. Compostos de uso humano podem, portanto, integrar o ciclo hídrico.

Resultados e implicações

Mudanças no padrão de deslocamento afetam busca por alimento e exposição a predadores, com possíveis consequências ecológicas ainda incertas. A pesquisa ressalta a necessidade de entender impactos de contaminantes químicos em ecossistemas aquáticos.

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