A reportagem aborda a evolução da vida na Terra e o dilema atual: continuar explorando ou sustentar a vida no planeta. O texto analisa o impacto humano desde a origem até a crise ambiental contemporânea.
História de ocupação e transformação é traçada desde a África até as Américas, passando por mudanças de paisagem, técnicas de sobrevivência e expansão humana. O foco é como isso moldou o ambiente.
Em 1500, com o início da exploração europeia, chegaram consequências sociais e ambientais profundas. A Mata Atlântica, que ocupava 15% do território, foi reduzida de forma significativa ao longo dos séculos.
Hoje resta apenas 12,4% da cobertura original da Mata Atlântica no Brasil, e cerca de 7% está bem conservado. A área segue sob pressão por atividades humanas e uso do solo.
Entre os remanescentes, a Grande Reserva Mata Atlântica é o maior trecho contínuo bem conservado, abrangendo Paraná, Santa Catarina e São Paulo, com áreas terrestres e marinhas.
A SPVS, parceria de conservação, monitora espécies como mico-leão-da-cara-preta e papagaios. A instituição atua há mais de 40 anos, tendo criado e restaurado milhares de hectares de reservas.
O conceito de Produção de Natureza orienta a ação: não basta proteger o que resta, é preciso manter a função ecológica. Conservação é parte do futuro humano e do bem-estar ambiental.
Neste Dia Mundial da Terra, marcado em 22 de abril, a reflexão continua: ainda há tempo para mudar, desde que escolhas e políticas públicas acompanhem o impulso de proteger a vida no planeta.
Ana Rossini, jornalista e consultora da SPVS, destaca a importância de traduzir a conservação em ações cotidianas, conectando água, clima e vida aos hábitos da população.
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