O universo revelou um sinal extremamente poderoso, descrito como um laser natural cósmico, que viajou por aproximadamente 8 bilhões de anos-luz até a Terra. A emissão impressiona pela distância e pela intensidade incomum, captada pelo radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul.
O registro ocorreu em um sistema de galáxias em fusão, o que favorece condições para atividades extremas. A emissão foi classificada como megamaser de hidroxila e, pela sua força, pode indicar a presença de um gigamaser, ainda mais raro e energético.
A observação foi ampliada pela lente gravitacional, fenômeno previsto pela relatividade de Einstein. Uma galáxia entre a Terra e o objeto observado atua como lupa cósmica, ampliando a radiação de rádio que chega até nós.
Lente gravitacional como aliada da detecção
Essa amplificação natural tornou viável identificar o sinal com os instrumentos atuais, que de outra forma poderiam não detectar emissões tão distantes. A lente desempenha papel essencial na observação de regiões remotas do cosmos.
Implicações para o estudo da formação galáctica
Os pesquisadores acreditam que a detecção ajuda a entender a formação, evolução e colisões de galáxias ao longo da história do universo. Além disso, o caso serve como mapa para localizar outras fusões em estágios semelhantes.
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