Resorts World Sentosa (RWS) comunicou aos internos que irá interromper a obtenção de golfinhos silvestres para o aquário e suspender o programa de reprodução em cativeiro. A informação foi veiculada por fontes citadas pela jornalista Robin Hicks, da Mongabay.
A ex-co-presidente da ACRES, Anbarasi Boopal, considerou a medida positiva, mas pediu transparência sobre os planos de longo prazo para os animais já mantidos no recinto. A RWS não comentou oficialmente a sourcing e a reprodução de golfinhos, mas sabe-se que a empresa está formando um painel de especialistas para definir o destino dos golfinhos indo-pacíficos (Tursiops aduncus) mantidos no Oceanarium, onde há mais de 20 indivíduos, segundo funcionários.
Contexto e avaliação
A RWS adquiriu 27 golfinhos das Ilhas Salomão em 2008 e 2009; pelo menos quatro morreram durante o transporte ou por infecções. O parque abriu a exposição ao público em 2013, enfrentando críticas de grupos de bem-estar animal. A administração afirma que os animais recebem cuidados de alta qualidade e que a instalação oferece valor educativo e de conservação.
Segundo a RWS, a saúde e o bem-estar dos golfinhos são prioridade, com uma equipe dedicada de especialistas em mamíferos marinhos, apoio de veterinários e profissionais de saúde ambiental e manejo, além de atendimento 24 horas. Funcionários do Oceanarium relataram à Mongabay dúvidas sobre a viabilidade de retorno dos animais à natureza após anos de cativeiro.
Especialistas ouvidos destacam riscos reputacionais e financeiros para empresas que investem em cetáceos para entretenimento. Um movimento internacional contra o cativeiro de cetáceos cresce, com países como México, Canadá e França avançando em bans semelhantes. Alguns especialistas ressaltam que a liberação deve considerar fatores como adaptação dos animais ao ambiente natural e complexidades legais.
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