O mar brilhante é um fenômeno bioluminescente extremo, visível de satélite. Em 2019, regiões ao sul de Java, Indonésia, acenderam por mais de 40 noites, cobrindo cerca de 100 mil km². O brilho permaneceu constante, não dependente da movimentação de embarcações.
A detecção científica começou em 2005, quando dados de satélites demonstraram a existência de uma mancha luminosa de 15.400 km² na costa da Somália, durando três noites. O estudo ampliou a compreensão sobre grandes zonas oceânicas que brilham na escuridão.
O que aconteceu em 2019
Entre julho e setembro de 2019, a região ao sul de Java exibiu o maior registro recente, com área maior que a Islândia e duração de duas luas cheias. O capitão Johan Lemmens, a bordo do iate Ganesha, descreveu o fenômeno como uma noite de mar branco, com iluminação constante.
Como ocorre o brilho
A explicação envolve a bactéria Vibrio harveyi, que precisa de trilhões de indivíduos para emitir luz de forma coordenada, num processo chamado quorum sensing. A comunicação química desencadeia o brilho conjunto das águas.
Por que o brilho acontece
A teoria mais aceita sugere que a luz funciona como um atrativo para peixes, facilitando a alimentação das bactérias. A luminescência persiste enquanto o ecossistema oceânico oferece nutrientes e condições propícias para a população bacteriana.
Onde observar
Regiões do noroeste do Oceano Índico e do Sudeste Asiático costumam apresentar esse tipo de ocorrência. A combinação de temperatura, salinidade e nutrientes cria as condições ideais para o brilho aquático prolongado.
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