Ensaio clínico será realizado em humanos para testar a segurança de um tratamento que promete reverter o envelhecimento celular. Pacientes com glaucoma nos Estados Unidos serão os primeiros a receber o procedimento, com acompanhamento mínimo de cinco anos. O objetivo é verificar se células envelhecidas podem ser rejuvenescidas com segurança.
O estudo envolve células-tronco pluripotentes induzidas (IPS), criadas a partir de células já diferenciadas. A abordagem nasceu com a descoberta de Yamanaka, premiado com o Nobel, e visa reprogramar tecidos para observar efeitos de rejuvenescimento. O roteiro inicial prevê até 12 pacientes com glaucoma e até 6 com Naion.
Especialistas em genética destacam o cenário promissor, mas ressaltam riscos de segurança em uma reversão de envelhecimento. A pesquisadora Mayana Zatz aponta dificuldade em reprogramar diferentes tipos celulares de forma parcial, destacando ainda o interesse em potencial benefício no cérebro. O caminho ainda é longo, segundo ela.
Desdobramentos e contexto
Estudos recentes atraíram bilhões de dólares em investimentos, elevando o nível de expectativa mundial. O objetivo é entender até que ponto a reprogramação parcial pode ocorrer sem efeitos adversos graves. Entre os desafios, está a padronização de procedimentos e a observação de efeitos a longo prazo.
O experimento em glaucoma busca dados sobre viabilidade e segurança do tratamento, não sobre eficácia clínica imediata. A equipe ressalta que avanços em pesquisa básica costumam ser necessários antes de aplicações amplas. O acompanhamento continuará por anos para avaliar resultados.
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