Uma pesquisa brasileira aponta para uma nova forma de combater infecções virais. Ondas de ultrassom, já usadas em exames médicos, podem danificar e neutralizar vírus, incluindo influenza e SARS-CoV-2, por meio de resistência acústica. O estudo foi publicado na Scientific Reports, liderado por Flavio P. Veras, em fevereiro de 2026.
A técnica atua na estrutura viral, comprometendo a integridade e a capacidade de infectar células. Em experimentos, frequências de ultrassom entre 3 MHz e 20 MHz provocaram alterações relevantes nos vírus, como redução de tamanho e fragmentação.
A desorganização causada pelas vibrações interfere na estabilidade do vírus, levando à perda de infectividade. O método não utiliza calor nem radiação, oferecendo uma abordagem física para desativação viral.
Detalhes do método
O ultrassom aplicado é não invasivo e pode apresentar baixo risco de efeitos colaterais. O ganho potencial está na possibilidade de reduzir o uso de antivirais, especialmente em infecções respiratórias.
Pode haver vantagens em termos de segurança: não há aquecimento significativo nem radiação. A técnica é descrita como menos invasiva em comparação a abordagens químicas ou farmacológicas convencionais.
Potenciais aplicações
Embora os testes tenham foco no influenza A (H1N1) e no SARS-CoV-2, a ressonância acústica pode abranger vírus com estruturas semelhantes. Pesquisas indicam sensibilidade de vírus como VSR, herpes simples e varicela-zoster.
Também há indícios de eficácia potencial contra arbovírus como dengue, zika e chikungunya, devido a semelhanças estruturais entre alguns patógenos.
Próximos passos
Os resultados atuais correspondem a fase inicial de pesquisa. Passos seguintes envolvem testes clínicos em humanos para confirmar eficácia e segurança. Se confirmada, a técnica poderia integrar novas terapias antivirais no futuro.
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