O governo de São Paulo lançou um edital para o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) com o objetivo de conservar a araucária, espécie ameaçada de extinção na região. O foco inicial é a zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar, em Cunha.
Ao todo, 55 produtores poderão receber até R$ 36 mil cada, com financiamento do Fundo Estadual de Prevenção e Controle de Poluição (Fecop). Também haverá repasse de até R$ 250 mil para organizações da sociedade civil envolvidas com a preservação da araucária.
A meta é manter e ampliar o plantio de cerca de 5.000 árboles, com investimento total de R$ 2,5 milhões nos próximos quatro anos, conforme dados da Fundação Florestal. A instituição atua ligada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.
Segundo o diretor-executivo da Fundação Florestal, a principal ameaça à araucária são as mudanças climáticas, que podem alterar as áreas de ocorrência da espécie. O aquecimento global tende a impactar a distribuição das árvores.
O edital exige que produtores apresentem um plano de trabalho para receber a primeira parcela do pagamento. O valor individual varia conforme o serviço ambiental prestado e o número de árvores plantadas e conservadas.
Haverá fiscalização semestral para acompanhar a execução das medidas. A proposta também aponta benefícios para a segurança alimentar de pequenos agricultores, com menor dependência de contratos com empresas privadas.
A iniciativa destaca que o PSA pode reduzir custos públicos em comparação com a contratação de terceiros para o serviço, além de direcionar recursos para comunidades mais vulneráveis na ponta da cadeia produtiva.
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