Uma nova variedade de banana foi registrada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em abril, após identificação no município de Luiz Alves, em Santa Catarina. A notícia amplia opções para produtores e o potencial de mercado da fruta.
A cultivar recebeu o nome Clarinha, com código SCS455, e surgiu de forma espontânea por mutação natural. Ela foi reconhecida oficialmente por atender aos critérios técnicos exigidos para registro.
O registro no Brasil ocorre mediante registro da cultivar no Registro Nacional de Cultivares (RNC) e envio de documentação ao Mapa. Reúne formulários e, em muitos casos, resultados de ensaios de Valor de Cultivo e Uso (VCU).
A banana apresenta casca mais clara e brilhante, consequência de uma redução de cerca de 43% no teor de clorofila. Ensaios indicam produtividade similar à banana tradicional, além de menor escurecimento pós-colheita.
Com o registro, Clarinha integra o RNC sob número específico, autorizando a comercialização por viveiros credenciados. Esse passo confere rastreabilidade e padrões de qualidade.
Os ensaios de criação de cultivares devem ser comunicados ao órgão responsável com local e início dos testes. O processo segue critérios técnicos rigorosos para aprovação final.
O pedido de registro é protocolado eletronicamente via CultivarWeb, junto com documentos obrigatórios e comprovante de pagamento de taxa de serviço. A análise técnica define a aprovação.
A etapa final garante que a nova cultivar atenda a padrões de qualidade, rastreabilidade e desempenho. A partir da aprovação, o uso comercial fica autorizado em todo o país.
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