Polvos gigantes da Era dos Dinossauros podem ter chegado a 19 metros de comprimento, segundo estudo publicado na Science. A estimativa pode colocar esses invertebrados acima de todos os predadores marinhos vertebrados da época.
A pesquisa analisa o aparato bucal dos cefalópodes do Cretáceo, entre 100 e 72 milhões de anos atrás. Ossos moleculares raros são preservados, mas os bicos de quitina resistem melhor, servindo de base para as estimativas.
Foram analisados 15 mandíbulas fósseis do Japão e do Canadá. Técnicas de tomografia e mineração digital de fósseis criaram imagens 3D para comparar com exemplares já estudados.
Metodologia e achados
O estudo identifica dois representantes do gênero Nanaimoteuthis: N. jeletzkyi e N. haggarti. A estimativa de comprimento soma tentáculos e corpo, considerando os maiores fósseis disponíveis.
Os autores estimam que N. haggarti poderia medir entre 7 m e 19 m, enquanto N. jeletzkyi ficaria entre 3 m e 9 m. Caso a faixa mais ampla se confirme, o bicho superaria o Mosasaurus, até então o maior predador marinho conhecido.
Especialistas ressaltam que há alta incerteza nas projeções, já que a relação entre bico e tamanho total pode variar. A avaliação depende de novos fósseis e de confirmação de correlações.
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