O que aconteceu, onde e quem está envolvido: pesquisadores documentaram um conflito entre chimpanzés de Ngogo, na Uganda, descrito como a “guerra civil” mais sangrenta já registrada entre a espécie. O saldo mencionado é de 28 mortes, ao longo de décadas de estudo.
A pesquisa acompanha chimpanzés que, por muitos anos, viviam de forma majoritariamente pacífica nas florestas de Ngogo. Em 2015, o grupo passou a se dividir em diferentes facções, com velhos aliados virando adversários, acirrando hostilidades que ficaram registradas pela equipe científica.
Quando tudo começou? Segundo os cientistas, as tensões teriam raízes em mudanças na estrutura social do grupo ao longo dos anos. Em 2014, cinco chimpanzés morreram, possivelmente por causa de quebras na coesão social que sustentava o grupo.
Origem do conflito
Alguns especialistas sugerem que choques entre culturas ou ideologias tenham contribuído para o surgimento de guerras entre chimpanzés. Contudo, os autores do estudo ressaltam que o que parece mais fundamental são as dinâmicas de relação social dentro do grupo, com impacto direto nas interações entre indivíduos.
Essa documentação levanta questões sobre a natureza das relações sociais em um dos nossos parentes evolutivos mais próximos. O caso de Ngogo é utilizado para entender como estruturas, lealdades e conflitos internos moldam o comportamento social de chimpanzés.
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