A galáxia Messier 104, conhecida como Galáxia do Sombreiro, ganhou detalhes inéditos com novas imagens capturadas pelo telescópio Víctor M. Blanco, no Chile. Os dados foram obtidos pela câmera DECam, graças a observações recentes que ampliam o detalhamento de seu halo, fusões antigas e estrutura de disco.
Situada a cerca de 30 milhões de anos-luz, na constelação de Virgem, a Galáxia do Sombreiro é alvo constante de estudo. Embora pareça discreta a olho nu, seu disco fino, a faixa de poeira e um bojo central brilhante a tornam uma referência visual na astronimia.
A equipe do NOIRLab reporta que a nova observação revela um halo difuso que permite mapear a região externa da galáxia em detalhe. Também é visível uma corrente estelar tênue, formada por estrelas arrancadas de sistemas menores, indicativa de fusões passadas.
Marcas de um passado turbulento
No centro, o núcleo luminoso é rodeado por cerca de 2.000 aglomerados globulares. Ao redor, o halo se estende a mais de três vezes o diâmetro da galáxia, sinalizando uma história de interação com outros sistemas.
A faixa escura de poeira e gás hidrogênio delimita a região de formação estelar, reforçando que Messier 104 permanece ativa. Em seu coração há um buraco negro supermassivo, estimado em cerca de um bilhão de massas solares.
Legado científico
A Galáxia do Sombreiro foi identificada pela primeira vez em 1781 por Pierre Méchain, e consolidada no catálogo Messier apenas em 1921. As imagens atuais demonstram o potencial da DECam para revelar camadas ocultas de objetos já conhecidos.
As observações ampliam o entendimento sobre como grandes galáxias crescem e se transformam ao longo de bilhões de anos. O trabalho reforça o papel de instrumentos modernos na elucidação de estruturas químicas, dinâmicas e históricas de objetos do céu profundo.
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