A evolução humana apresentou sinais de aceleração nos últimos 10 mil anos, segundo um estudo liderado por cientistas de Harvard e publicado na revista Nature. A pesquisa analisou quase 16 mil genomas antigos para mapear mudanças ao longo do tempo.
O trabalho indica que o grande salto ocorreu com a adoção da agricultura, quando o estilo de vida caçador-coletor foi substituído por hábitos sedentários, novos ambientes e pressões seletivas diferentes. As mudanças aparecem no DNA ao longo das eras.
Entre os exemplos está a mutação que permite a digestão de lactose em adultos, surgida com a domesticação de animais leiteiros. A vantagem fornecida pela mutação ajudou a sustentar populações que passaram a consumir leite.
Mutações associadas à saúde também aparecem com maior frequência, incluindo resistência a infecções e redução de riscos de algumas doenças. Mudanças físicas, como pele mais clara e cabelo ruivo, também aparecem entre as variações.
Os autores ressaltam que a seleção natural não explica sozinha todas as mudanças; migrações humanas e fatores aleatórios também contribuíram para o mosaico genético atual. O estudo foca na Eurásia, com necessidade de mais pesquisas em outras regiões.
Os dados sugerem que a evolução humana recente tem sido mais dinâmica do que se pensava, ressaltando a complexidade dos processos que moldam o genoma ao longo do tempo. A conclusão, no entanto, depende de novas análises em diferentes populações.
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