India abriga 135 espécies conhecidas de morcegos, mas pouco se sabe sobre sua história natural e ecologia, aponta a primeira avaliação nacional do grupo. O estudo foi elaborado por 36 especialistas de 27 instituições e divulgado por organizações sem fins lucrativos.
O relatório indica que 7 espécies estão listadas como ameaçadas na IUCN. Cerca de 35 espécies não tiveram avaliação de status ou são consideradas dados insuficientes. Entre as espécies endêmicas, várias estão ameaçadas ou com dados limitados.
Entre os morcegos endêmicos estão o morcego sombrio, o morcego-fruta de Salim Ali, o morcego-de-nariz-de-folha de Kolar e o raro morcego-pássaro do Nicobar. A maioria dessas espécies enfrenta insegurança de conservação.
A pesquisa aponta que muitos morcegos utilizam cavernas, plantas e estruturas humanas como abrigo, mas há pouca clareza sobre onde se alimentam. Essa lacuna dificulta a proteção de habitats além das roosts.
Conservação e cooperação institucional
O estudo sublinha que a conservação de morcegos não é tarefa exclusiva de um órgão. As áreas de cultura, agricultura, energia, saúde e patrimônio histórico também atuam na proteção de espécies e serviços ecossistêmicos.
Alguns morcegos desempenham serviços como polinização, Dispersão de sementes e controle de pragas. Ainda assim, o corpo de dados sobre esses impactos é reduzido, o que limita a comunicação pública sobre a importância da conservação.
O relatório destaca que 26 espécies de morcegos insetívoros já foram registradas comendo pragas agrícolas. A ampliação de estudos poderia ampliar esse efeito benéfico em termos econômicos.
O documento aponta as questões de pesquisa mais urgentes para a próxima década e as ações prioritárias para a conservação dos morcegos indianos, com foco em ampliar o conhecimento e a aplicação de políticas públicas.
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