Em meio ao desafio imposto pelo aquecimento global, pesquisadores da Unesp desenvolvem bioestimulantes encapsulados para reduzir estresses ambientais em mudas nativas. O trabalho é conduzido pelo Departamento de Biodiversidade do Instituto de Biociências, campus Rio Claro, desde 2023. O objetivo é aumentar a sobrevivência de plantas utilizadas na restauração de áreas degradadas, diante de altas temperaturas e seca.
A professora Neidiquele Maria Silveira coordena a equipe, que utiliza bioestimulantes que liberam óxido nítrico NO e sulfeto de hidrogênio H2S encapsulados em nanopartículas poliméricas biodegradáveis, como a quitosana. A ideia é liberar essas moléculas gradualmente para prolongar benefícios às plantas.
Os testes envolvem espécies como citros e feijão, com foco na restauração florestal e na produção agrícola. Os experiments são feitos em câmara de germinação e casa de vegetação, em condições controladas.
Resultados preliminares e impactos
Quando aplicados, os bioestimulantes mostram melhoria fisiológica e bioquímica das plantas, além de maior tolerância ao déficit hídrico. A eficácia varia conforme dose e espécie vegetal, com melhor desempenho observado na aplicação nas folhas.
Desafios e próximos passos
A equipe busca definir a dosagem ideal para cada espécie, estabelecendo padrões de segurança. A pesquisadora também antecipa testes em campo e o desenvolvimento de novas formas de encapsulamento para potencializar os efeitos.
Materiais e perspectivas futuras
A quitosana, derivada do exoesqueleto de crustáceos, é biodegradável, biocompatível e de baixo custo. Pesquisas continuam para avaliar outras matrizes que possam superar o desempenho atual.
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