A moringa, árvore conhecida por seus nutrientes e uso terapêutico, mostrou potencial para remover microplásticos da água potável. Pesquisadores do Brasil e do Reino Unido publicaram, em abril, resultados convincentes sobre extratos de sementes dessa planta como coagulantes alternativos.
O estudo avaliou se as sementes de moringa conseguem agregar microplásticos para facilitar a filtragem. Os cientistas testaram partículas de PVC com cerca de 18,8 micrômetros, comparando o desempenho com o sulfato de alumínio, coagulante químico tradicional.
As descobertas indicam que o extrato de sementes atingiu 98,5% de eficiência na remoção de microplásticos da água. O resultado foi próximo do desempenho do alumínio em condições semelhantes e, em águas mais alcalinas, houve superioridade.
Resultados do estudo
Os pesquisadores destacam que as sementes são renováveis, biodegradáveis e geram menos lodo do que o alúmen. Além disso, apresentam menos riscos de toxicidade. O alumínio pode causar problemas neurodegenerativos em níveis elevados.
Apesar do desempenho promissor, a equipe ressalta limitações. Cada semente trataria cerca de 10 litros de água, o que dificulta a aplicação em grandes estações de tratamento. A técnica pode ser mais adequada a comunidades menores.
Limitações e próximos passos
Uma nova utilização de sementes pode aumentar resíduos orgânicos na água; ainda é preciso entender a degradação dos extratos e o destino do PVC removido. Pesquisas futuras avaliarão a escalabilidade, custos e uso com outros plásticos.
Especialistas ouvidos no estudo destacam o interesse público em soluções naturais para a filtragem de microplásticos. A tendência é buscar alternativas que reduzam impactos ambientais sem comprometer a segurança da água.
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