O El Niño que se intensifica em 2026 aumenta o risco de chuvas persistentes no Sul do Brasil. As previsões indicam um evento de moderado a potencialmente elevado, com anomalias entre +1,5 °C e +2,0 °C no auge do ciclo, segundo o IRI/Columbia.
O aquecimento das águas do Pacífico reorganiza as correntes de vento em alta atmosfera, reduzindo a passagem de frentes frias do Sul para o Sudeste e Centro-Oeste. O efeito é a formação de áreas de alta pressão estáveis no interior.
Essas barreiras impedem a atuação de frentes frias, deslocando a chuva para o Sul por mais dias. O Centro-Oeste e o Sudeste tendem a ficar mais secos, quentes e com menor umidade, aumentando assim o risco de extremos.
Bloqueios e corredores de umidade
A combinação de bloqueios atmosféricos com o corredor de umidade amazônico pode intensificar precipitações no Sul. Em 2024, houve desvio do fluxo úmido para o Sul, ampliando a gravidade das chuvas nessa região.
Events passados associam El Niño moderado a forte a maior frequência de bloqueios no Brasil Central, mantendo o Sul com chuvas elevadas por longos períodos. O padrão pode se repetir caso o aquecimento atinja patamar elevado.
Avaliando o acoplamento oceano-atmosfera, a força desse elo no Pacífico é determinante. Um acoplamento mais intenso tende a manter padrões estáveis que fortalecem bloqueios e prolongam impactos regionais.
Não se espera automaticamente repetição de 2024. Contudo, o cenário atual já sugere uma tendência de padrões extremos sob aquecimento global, com potencial para maior heterogeneidade climática.
Para 2026, o foco está na intensidade do El Niño. Quanto maior o aquecimento, maior a probabilidade de chuva concentrada no Sul e períodos secos no interior, elevando o risco de eventos de alto impacto.
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