O East River, em Nova York, foi alvo de uma pesquisa que usou 1 litro de água por semana para monitorar a saúde ambiental. A análise detectou traços de DNA na água e permitiu estimar a população de animais e o que consumiam os moradores da região.
Conduzido pela Universidade Rockefeller, o estudo acompanhou amostras de maio de 2024 a maio de 2025. O objetivo era verificar se a técnica poderia tornar o monitoramento ambiental mais barato e eficiente em grandes áreas, usando apenas água de rio.
A equipe filtrou cada amostra por meio de um sistema similar a um filtro de café e processou o material genético resíduo. Os resultados mostraram padrões que seguem a sazonalidade e indicadores de recuperação ecológica.
Metodologia
Os pesquisadores identificaram espécies por meio de DNA presente na água, permitindo estimar populações de peixes e de animais terrestres. O método também permitiu observar a dieta humana por meio de traços de DNA de alimentos.
Principais resultados
Ao todo, foram detectadas 71 espécies de peixes marinhos locais no East River. O peixe-frigideira, o tautog e o blênio-de-penas apareceram com frequência nos dados. Houve aumento recente da abundância de algumas espécies, relacionado a projetos de restauração.
Observações adicionais
Além dos animais, o estudo identificou DNA de mais de 60 animais terrestres, como ratos, guaxinins e aves urbanas. A presença de DNA humano mostrou correlações com sinais de esgoto, sugerindo transporte de informações biológicas para o rio após chuvas intensas.
Custos e utilidade
O custo total de um ano de amostragens ficou em cerca de 15 mil dólares, com exigência de menor tempo de trabalho humano. Os pesquisadores destacaram que o método pode ser aplicado em áreas costeiras, estuários rasos e locais de difícil acesso.
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