A EcoRodovias testa uma tecnologia que usa microrganismos marinhos para gerar energia e luz em rodovias. A iniciativa busca alimentar sinalização e iluminação de forma sustentável, em fase de testes, na concessionária Ecovias Cerrado.
A parceria envolve a Regenera Moléculas, com suporte do Recurso para Desenvolvimento Tecnológico (RDT) da ANTT. O objetivo é avaliar a viabilidade de substituir fontes energéticas convencionais em dispositivos de segurança viária.
No funcionamento, microrganismos bioelétricos são mantidos em biorreatores selados que recebem nutrientes naturais. Durante o metabolismo, eles geram elétrons captados por eletrodos, enquanto espécies bioluminescentes emitem luz contínua.
Meio precioso da natureza: por que marinhos
Segundo a Regenera Moléculas, o uso de microrganismos de origem marinha explora uma fronteira da bioengenharia aplicada à infraestrutura. A biodiversidade do Banco Regenera sustenta o desenvolvimento de organismos estáveis e com potencial energético.
Essa abordagem não recorre a manipulação genética. A equipe afirma que o modelo pode reduzir resíduos eletrônicos e o consumo da rede elétrica, contribuindo para estradas mais seguras e sustentáveis.
Caminhos para a viabilidade
As fases iniciais contemplam testes laboratoriais e em ambiente controlado. Pesquisas avaliam custo-benefício, impactos ambientais e aspectos regulatórios para eventual escala em rodovias.
A EcoRodovias aponta que o projeto integra inovação, ciência e sustentabilidade. A diretora de sustentabilidade, Monica Jaen, ressalta o potencial da iniciativa para aproximar ciência da prática infrastrutural.
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