Uma empresa de biotecnologia dos EUA anunciou planos para tentar ressuscitar o bluebuck, antílope africano extinto no início do século XIX. O projeto envolve editar o DNA de espécies vivas próximas para criar indivíduos com características da espécie extinta. A iniciativa faz parte de uma carteira de desextinção.
Colossal Biosciences afirma estar na fase de edição genética, com metas de produzir embriões e testar a implantação em fêmeas de espécies relacionadas. A companhia sustenta que, se a extinção foi causada pela ação humana, a tecnologia pode representar uma forma de reparo ambiental.
Avaliação crítica de especialistas
Especialistas alertam para incertezas ecológicas e limitações científicas. O gerente de Pesquisa do Projeto Albatroz, movimento patrocinado pela Petrobras, aponta que o impacto depende do papel ecológico da espécie em ambientes específicos. Em muitos casos, a reconstituição de ecossistemas não é simples.
Segundo o pesquisador, os organismos criados em laboratório não equivalem exatamente aos originais, o que aumenta riscos para ecossistemas. A introdução de organismos geneticamente modificados pode afetar a variabilidade genética de populações selvagens. Há também dúvidas sobre a real eficácia para a conservação.
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