O estudo de mestrado de Gabriela Aguiar Amorim avalia a transformação de resíduos de manejo florestal da Amazônia em biochar, conhecido como biocarvão. A pesquisa foi apresentada durante o podcast Os Novos Cientistas, na quinta-feira (30).
A atividade ocorreu na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), unidade da USP em Piracicaba, sob orientação do professor Ananias Francisco Dias Júnior. A proposta é transformar resíduos de manejo sustentável em biochar para mitigação de gases de efeito estufa.
Segundo a pesquisadora, o manejo sustentável busca equilibrar exploração econômica da floresta com conservação ambiental, regeneração natural e serviços ecossistêmicos. Resíduos em grande volume podem aumentar incêndios, emissões e dificultar a regeneração.
O estudo utilizou resíduos de três espécies amazônicas: tapirira guianensis, Protium altissimum e Licania canensis. As diferenças entre as espécies influenciaram a estabilidade e o teor de carbono fixo no biochar produzido.
A principal vantagem apontada é agregar valor a um resíduo de baixo valor, gerando material estável e rico em carbono. Essa transformação pode contribuir para a mitigação ambiental e para melhoria da qualidade do solo.
Entre na conversa da comunidade