O Galeão San José, naufrágio espanhol na costa da Colômbia, guarda cerca de 200 toneladas de ouro e esmeraldas a 600 metros de profundidade. A operação de resgate bilionária começa para registrar a história naval daquela civilização.
A missão utiliza Veículos Operados Remotamente com sensores acústicos de alta definição para mapear o sítio sem mexer nos sedimentos frágeis. Garras robóticas de precisão permitem a retirada de artefatos sem danificar o casco histórico.
Desdobramentos técnicos
Com navegação assistida por inteligência artificial, a catalogação acontece em tempo real, sob supervisão de especialistas em terra. As tecnologias reduzem riscos de danos aos materiais metálicos e à madeira preservada pelo tempo.
Itens de destaque já identificados incluem moedas de ouro cunhadas no Peru, esmeraldas de minas colombianas, canhões de bronze com selos reais e joias da nobreza. Cerâmicas chinesas atestam trocas globais da época.
Aspectos legais e preservação
A disputa pela propriedade envolve governo local, Espanha e grupos de resgate privados. Seguem diretrizes da UNESCO, que priorizam a preservação científica do patrimônio subaquático e o respeito à soberania nacional.
A operação pública busca a criação de um museu nacional para acomodar as peças recuperadas, sob protocolo ético e guarda permanente. O Galeão San José permanece sob monitoramento militar para assegurar a proteção durante o resgate.
Conservação e continuidade
Após a retirada, as peças passam por laboratórios de conservação com tanques de estabilização química para dessalinização. O objetivo é evitar corrosão e manter condições estáveis para estudo futuro e exposição.
Entre na conversa da comunidade