A descoberta de uma cratera de impacto gigante, escondida sob o gelo da Groenlândia, ganhou as manchetes após uso de tecnologia de radar do observatório espacial. A Cratera Hiawatha mede 31 quilômetros de diâmetro e foi revelada por imagens de penetração no gelo.
Cientistas foram os responsáveis pela identificação, usando radares que atravessaram a Geleira Hiawatha. A análise mostrou uma depressão circular bem definida, uma das 25 maiores crateras já registradas na Terra.
A investigação é baseada em dados de radar e análises geoquímicas em sedimentos de degelo, que indicam um impacto antigo preservado sob o gelo. A cratera permanece bem preservada pela condição térmica e geográfica sob a camada de gelo.
Descoberta e método
O estudo envolveu o emprego de radares de penetração no gelo para mapear a topografia subterrânea. O trabalho foi consolidado por equipes da NASA, que divulgaram imagens e dados no NASA Scientific Visualization Studio, ampliando a compreensão pública do fenômeno.
A geometria da cratera apresenta bordas elevadas e um pico central característicos de grandes impactos. Evidências químicas incluem quartzo “chocado” encontrado em sedimentos do degelo, associadas a pressões extremas de impactos espaciais.
Datação e origem
Datações por argônio e urânio-chumbo indicam que o impacto ocorreu há cerca de 58 milhões de anos, no Paleoceno. O evento ocorreu antes da formação da calota de gelo no Ártico, conforme estudos do Museu de História Natural da Dinamarca.
A hipótese inicial de um impacto recente foi descartada, com a conclusão de que a cratera é muito antiga. Os resultados ajudam a reavaliar possíveis influências climáticas associadas a grandes impactos nesse período.
Possíveis impactos históricos
Estima-se que o choque tenha provocado incêndios florestais e tsunamis regionais, além de liberar poeira para alterar temporariamente o clima local. Pesquisas seguem para entender se houve repercussão biológica global comparável a outros grandes eventos.
A Cratera Hiawatha, assim, demonstra que a Terra guarda cicatrizes ainda ocultas sob gelo polar. A descoberta incentiva mapeamentos adicionais para localizar outras estruturas que moldaram a evolução climática e geológica do planeta.
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