Dois novos conjuntos de dados apontam para 27 planetas em órbita de duas estrelas, similares ao desertico Tatooine da ficção. As descobertas, anunciadas em 4 de maio, Day Star Wars, ampliam consideravelmente o número de candidatos a circumbinários conhecidos.
Os pesquisadores identificaram esses potenciais mundos a distâncias entre 650 e 18 mil anos-luz da Terra. O estudo foi liderado pela doutora Margo Thornton, da UNSW, com participação de Ben Montet, também da universidade, e publicado em uma revista científica de renome.
A descoberta surge de uma abordagem diferente da observação de transitos, que depende de alinhamento direto entre planeta, estrela e observador. Os cientistas analisaram um oscilação na órbita das estrelas que se eclipsam, o que indica a presença de um terceiro corpo no sistema.
Metodologia e resultados
A equipe estudou o chamado precesso apsidal, um giro na órbita que revela perturbações externas. Ao monitorar o tempo exato dos eclipses, os pesquisadores inferiram a influência de objetos adicionais no sistema estelar.
Depois de excluir fatores como rotação e gravidade mútua das duas estrelas, 36 sistemas em 1.590 mostraram comportamentos compatíveis com a presença de um terceiro corpo. Em 27 desses, o objeto poderia ter massa de planeta.
Proximidade com a confirmação
Para confirmar a natureza planetária, é necessário analisar melhor o espectro da luz emitida pelos objetos. Ainda não há comprovação formal de que sejam planetas, mas a hipótese é considerada plausível pela equipe.
Os potenciais circumbinários teriam massas variando desde o tamanho de Netuno até até dez vezes a massa de Júpiter. As descobertas utilizaram dados do Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), satélite da Nasa, lançado em 2018.
Contexto e próximos passos
Especialistas externos celebraram a técnica empregada, prevista para auxiliar a encontrar mais candidatos no futuro. Observações adicionais podem confirmar ou descartar a natureza planetária dos objetos identificados.
Caso confirmados, esses mundos apresentariam ambientes extremos, distantes de sistemas com uma única estrela. A pesquisa reforça a diversidade de planetas fora do nosso sistema solar e o uso criativo de dados observacionais para detectar mundos adicionais.
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