Um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), publicado na Nature Communications em 2026, revela que a NDMA, substância classificada como potencial carcinogênio, pode tornar crianças mais vulneráveis ao câncer do que adultos. A pesquisa avaliou efeitos da exposição precoce e destacou impactos biológicos distintos entre faixas etárias. As fontes apontam que a NDMA aparece em água potável, carnes processadas, fumaça de cigarro e alguns medicamentos.
A equipe liderada por Lindsay B. Volk investigou como a NDMA é metabolizada pelo organismo. Ao entrar no corpo, a substância gera compostos reativos no fígado que atacam o DNA, formando adutos. Em animais jovens, ocorreram quebras graves de DNA, especialmente de fita dupla, elevando o risco de mutações permanentes. Adultos mostraram capacidade de reparo mais eficiente.
Exposição precoce e janela de vulnerabilidade
Durante a infância, o ritmo de divisão celular é maior, o que reduz o tempo para correção de erros. O estudo aponta que a combinação de replicação do DNA e menos tempo para reparo favorece danos que podem evoluir para câncer. Já em adultos, os mecanismos de reparo tendem a mitigar impactos de maneira mais eficaz.
Fatores que ampliam o risco em adultos
Mesmo com menor predisposição, condições como inflamação hepática, dieta rica em gordura, consumo elevado de álcool e alterações hormonais que aceleram a divisão celular podem aumentar a vulnerabilidade de adultos a mutações associadas à NDMA.
Implicações para saúde pública
Os resultados sugerem revisar a avaliação de substâncias potencialmente cancerígenas, que ainda dependem de modelos com foco em adultos. A pesquisa também pode explicar estudos anteriores que associaram exposição ambiental à NDMA ao aumento de câncer infantil em regiões com contaminação da água.
Medidas de prevenção
Entre as ações recomendadas estão o monitoramento da qualidade da água, o controle de contaminantes em medicamentos, a redução de alimentos ultraprocessados e políticas voltadas à infância. A pesquisa reforça a necessidade de considerar diferenças de idade e desenvolvimento nas avaliações de risco.
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