A Organização Mundial da Saúde confirmou três mortes associadas a um possível surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. A informação foi divulgada ao jornal BBC neste domingo, 3 de maio de 2026. A embarcação navegava pelo Oceano Atlântico e partiu de Ushuaia, Argentina, em 20 de março, com destino a Cabo Verde.
Ainda segundo a OMS, há um caso confirmado de hantavírus e cinco suspeitos sob investigação. Um cidadão britânico de 69 anos está internado na Unidade de Terapia Intensiva em Joanesburgo, África do Sul, e as autoridades britânicas mantêm contato com a empresa e as autoridades locais. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido também informou o monitoramento das evacuações médicas, se necessário.
As autoridades sul-africanas informaram que o primeiro caso com sintomas foi um passageiro de 70 anos, que morreu a bordo. O corpo foi levada a Santa Helena, território britânico no Atlântico Sul. A esposa dele, de 69 anos, também adoeceu, foi evacuada para a África do Sul e faleceu em Joanesburgo. O casal é holandês, segundo a AFP.
Estado de saúde e evacuações
A OMS atua para coordenar entre estados-membros e operadores do navio a evacuação médica de dois passageiros com sintomas, além de realizar avaliação dos riscos à saúde pública. O navio segue para as Ilhas Canárias, após passagem por Cabo Verde, conforme relato de fontes oficiais.
Dados do navio e contexto operacional
O MV Hondius é operado pela Oceanwide Expeditions. O navio tem 107,6 metros de comprimento, capacidade para 170 passageiros em 80 cabines e conta com 57 membros de tripulação, 13 guias e um médico a bordo. Infecções por hantavírus costumam estar associadas à exposição ambiental, como urina ou fezes de roedores infectados, podendo, em casos raros, ocorrer transmissão entre pessoas.
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