A Anvisa autorizou a fabricação no Brasil da Butantan-Chik, vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a Valneva. A autorização, divulgada nesta segunda-feira, abre caminho para produção local e eventual incorporação no SUS.
A Butantan-Chik já havia sido liberada para uso no Brasil em abril do ano passado e é a primeira vacina contra a chikungunya registrada no mundo. O imunizante é voltado para pessoas entre 18 e 59 anos.
O estudo que embasa a eficácia envolveu 4.000 voluntários com idades entre 18 e 65 anos, nos Estados Unidos. Os resultados, publicados no The Lancet, mostraram 98,9% de resposta com anticorpos neutralizantes.
Com a autorização, o Butantan passa a produzir o mesmo imunizante em sua fábrica, o que pode reduzir custos e facilitar a distribuição. A instituição aponta como impacto a futura integração ao SUS.
Esper Kallás, diretor do Butantan, afirmou que a produção pública pode tornar o preço mais acessível, mantendo qualidade e segurança. A vacina já é liberada na União Europeia e nos Estados Unidos.
Projeto-piloto e público-alvo
Desde fevereiro, a vacinação está sendo testada em municípios com alta incidência do vírus, por meio de um projeto-piloto do Ministério da Saúde. Em São Paulo, Mirassol e Bady Bassitt integram a ação.
A aplicação está prevista para adultos entre 18 e 59 anos, mas gestantes, imunossuprimidos e imunodeficientes não podem receber a vacina, por ser de vírus atenuado. A proteção busca reduzir complicações da doença.
Sobre a chikungunya
A doença, transmitida principalmente pelo Aedes aegypti, provoca dor articular intensa e inchaço. Em casos graves, pode levar a internações e complicações neurológicas, pulmonares e cardíacas.
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