Norwegian fish farms estão lançando nutrientes no oceano, em fjords e águas costeiras, com volumes comparáveis ao esgoto não tratado de dezenas de milhões de pessoas por ano. A estimativa, baseada em análise do Sunstone Institute, aponta 75 mil toneladas de nitrogênio, 13 mil toneladas de fósforo e 360 mil toneladas de carbono orgânico em 2025.
Os números refletem a prática de alimentação de peixes em gaiolas de rede abertas, com resíduos que chegam aos ambientes aquáticos. A equipe do Sunstone calculou as entradas de nutrientes a partir de dados do diretório nacional de pesca e do instituto veterinário, avaliando o consumo de ração e a excreção dos peixes.
A variação sazonal intensifica o problema, com maior carga de nutrientes no verão, quando ecossistemas têm menor capacidade de absorção. Fjords semi-encerrados tendem a acumular nutrientes, potencializando riscos de proliferação de algas nocivas e queda de oxigênio.
Impactos e respostas locais
Em Sognefjord, o fjord mais longo, estudos associam grande parte da depleção de oxigênio a entradas de nutrientes, além de outros fatores. Hardangerfjord também mostra queda de oxigênio em suas camadas profundas, conforme autoridades regionais.
Em março, nove pedidos para instalação de novas fazendas de salmonídeos foram recusados pela região, devido ao aumento de emissões. Um assessor ambiental destacou que as algas e a decomposição consomem oxigênio, reduzindo a vida marinha local.
A pasta de Pesca da Noruega não comento o assunto. A Federação Norueguesa de Frutos do Mar afirma que o volume de emissões acompanha a produção do país e a autossuficiência alimentar, ressaltando esforços para reduzir impactos e gerenciar o crescimento de forma localizada e responsável.
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