O hantavírus com letalidade estimada em 40% voltou a intrigar infectologistas após casos notificados a bordo de um cruzeiro. A transmissão, associada à inalação de partículas de dejetos de roedores, preocupa especialistas pela gravidade e pela falta de tratamento antiviral específico.
Entre os sinais observados estão febre, dor de cabeça, dores no corpo, mal-estar, náusea e vômito. Em estágios mais graves, pode haver sangramento pulmonar, falência cardíaca ou respiratória. O manejo é essencialmente de suporte, com hidratação e monitoramento. Não há tratamento específico aprovado.
Possíveis caminhos para a infecção
Segundo especialistas, o número de casos pode ter surgido de duas maneiras: já com o período de incubação iniciado antes da viagem, ou a infecção ter ocorrido dentro do cruzeiro, pela inalação de aerossóis. A forma de transmissão dentro do navio precisa ser detalhada pela investigação.
Especialistas destacam que, no Brasil, hantavírus costuma afetar pessoas com atividade rural ou morando em áreas agrícolas. Ainda não se discute a suspensão de viagens internacionais por conta do episódio, sendo prioridade identificar a fonte da contaminação. A comunidade médica aguarda apuração dos fatos.
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